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terça-feira, 7 de abril de 2009

O Desenvolvimento - sustentado - da ilha do Maio

O Governo, em parceria com as Câmaras do Maio e da Boa Vista, bem como a SDTIBM tem feito um trabalho de modo a evitar os erros cometidos na experiência salense. É de se salientar a insistência no desenvolvimento turístico sustentado, estratégico e sobretudo equilibrado, como se explica a criacão de múltiplos instrumentos, e planos a volta.

Todo o trabalho que se tem feito vem exigindo uma coloboração proporcional de todos os intervenientes. Deste modo justifica-se a importância e necessidade do bom relacionamento das partes envolvidas. Tem se debatido muito, de modo que se defina o melhor modelo para oaproveitamento das potencialidades turísticas ( não focando somente o turismo de sol e mar) nas duas ilhas. Pelo facto de ser a primeira vez que se adopte tal sistema em Cabo Verde, e normal que este esteja susceptível a erros e imperfeições. É importante sermos abertos, e sensíveis, nessa longa investida para o “sake” da meta pré-estabelecida.

O novo documento, o Plano de Ordenamento Turístico, e um documento forte que era necessário entre os instrumentos para o desenvolvimento que se quer na ilha do Maio! Creio que e um passo importante da longa caminhada! É um documento que atinje outras vertentes que até agora estavamv“escondidas” e vazias. Dará mais interacção á população, e ás políticas camarárias. Ficaria contente em saber que não é um documento “fechado”, no ponto que não permitirá modificação e acrescento. Deverá
ser, sim ,um documento com “folhas em branco” e aberto à “anexos”. Como em qualquer regiao, o desenvolvimento da ilha do Maio, passa necessariamente por três (+1) esferas: Bens públicos, educação, a saúde, e recentemente o acesso as novas tecnologias.

A criação de infraestruturas básicas, foi e continua a ser uma das apostas. Contudo, ainda persitem problemas de acesso a ilha, energia, saúde, saneamento e outros. Nessa fase é importante que já se tenham definidas soluções concretas para o problema da energia, o novo hospital, o saneamento e o transporte marítimo a ilha. Espero que não caiamos no erro de este, o documento, se tornar numa copia resumida dade Sociedade de Desenvolvimento Turístico Integrado das ilhas da BoaVista e do Maio (SDTIBM).

Para além das infraestruturas básicas, já apontadas, é de extrema importância falar da preparação da população para o desenvolvimento. Aqui a sustentabilidade e o equilibrio passa necessariamente pelo o Emprego, formações, habitacão, acesso a novas tecnologias de informacao e outras. Serao necessarios quadros para dar vazio a procura e oferta. Trabalhar no espírito empreendedor dos nossos jovens, mulheres donas de casa,principalmente no meio rural. Nisso e importante salientar politicas vantajosas e atraentes, tais como o microcredito, formacão, etc; Há milhares de histórias de empreendedorismo que se tornaram realidade graças ao sistema de microcrédito, cujo objectivo é atender às necessidades financeiras a pessoas e famílias à margem do sistemabancário devido à sua condição social e econômica.

É de se acrescentar a complementação do microcredito com acções de capacitação, acessoria e acompanhamento. E preciso apostar em medidas como esta, no combate ao desemprego, pobreza, etc. Permitirão tambem às pessoas realizar projetos, associações, e lhes dára oportunidade de assumirem a responsabilidade de gerar a criação de condições na ilha para o acesso as novas tecnologias de informação, comunicaçao e inovaçao devera, definitivamente, entrar naagenda, se nao fosse a convergência as tecnologia de informação e comunicaçao um dos principais determinantes do desenvolvimento econômico.

Já agora as nossas belíssimas e movimentadas praças ainda aguardam os técnicos da NOSI. Do governo central uma atenção diferente, um “special care” em relação aos problemas da ilha, e um respeito digno para com o povo maense. A intensa coloboração com o poder local, de forma a encontrar concenso, para o bem da ilha, e de Cabo Verde. E necessário começar-mos, definitivamente, a ver as coisas de cima. Com o desenvolvimento avista, nos proximos 15 anos, Maio não será igual ao Maio de hoje, é bom sabermos disso. Que este plano não fique somente no papel, que sirva o desenvolvimento da ilha, e que deste se consiga frutos para o iniciar de um desenvolvimento turístico equilibrado e exemplar.

Por último, mas não menos importante, gostaria de felicitar a iniciativanobre do encontro de estudantes maense em Portugal. É uma iniciativa de se louvar. Espero do encontro a deliberação da criação da vossa associação em Portugal. É importante estarem unidos na longa caminhada estudantil. Aguardo noticias!

Carlos Gomes
China

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

O PROBLEMA DA ELECTRICIDADE NO MAIO - PEQUENA ABORDAGEM


Compatriotas,


Hoje ao levantar de manha e como ja se tornou habito, consultei a nosso querido blog! O liberal noticia que a ELECTRA na ilha do Maio funciona somente com um gerador deixando na populacao um certo receio, pois caso houver alguma avaria, a ilha corre o risco de ficar em electricidade durante dias. Bom, o problema da eletra nao é novidade para ninguem, e é a par do que acontece nas outras ilhas do pais. A empresa que tem nos alimentado durante 30 anos, mostra-se cansada e complemente sem forcas, de outros tempos.

O presidente da Camara do Maio na entrevista concedida, a 18 de setembro de 2008, ao Expresso da ilhas, deu a intender que os problemas da electricidade brevemente serao solucionadas, apontando investimentos feito na area e objectivos a alcancar. Adiantou, ainda, como solucao para a combater os problemas sociais, tais como, os assaltos, e "Kaco body", a iluminacao publica. Creio que a equipa camararia deveria encarar problemas desse tipo de uma forma muito mais seria e com visao muito mais abrangente, e nao fazer delas, problemas superficiais com uma simples abordagem a volta, e pronto. No meu primeiro artigo, afirmei a necessidade de comecar-mos agir como gente grande, e que é de importancia extrema que os problemas da ilha sejam corrigidas na base, e criar solucoes realisticas e pouco dependentes.

A minha grande amiga, Helida "Kaline" Costa, num dos artigos enviados ao nosso blog, apontou a necessidade do poder local dar mais importancia a juventude, e aos problemas sociais. Ora nem mais. Muito pouco tem se feito em relacao ao aspecto social. A marginalizacao tem aumentado, o flagelo da Droga, o flagelo do HIV/sida, entre outros.

Instituicoes ligada aos jovens, nomeadamente o Pelouro da Juventude e Cultura tem sido pouco dinamizador e muito ausente. E é nisso que a camara devera concentrar-se para resolver problemas relacionadas com a marginalizacao e outros. Deve-se agora, definir, com o desenvolvimento turistico a caminho, politicas muito mais amplas e estrategicas. Dar atencao a esses jovens, criar espacos, "validos", para que estes sintam-se ocupados bem como criar/dar acesso a informacao. Palestras, conferencias, debates, abordando os mais diversos temas, devera tambem ser uma opcao valida. E preciso investir na formacao e na informacao. Tambem, e como nao deixaria de ser, organizações comunitárias e as associações e demais agentes (educadores, profissionais da saúde e de lazer, família, líderes religiosos, entre outros) devem ter tambem um papel muito importante e podem contribuir de diferentes formas na luta contra os mais determinados flagelos que afecta a nossa comunidade.

Mas porque é que ha necessidade de resolver os problemas na ilha na base, e criar solucoes pouco dependentes? Ora a minha pergunta foi respondida com a noticia do Liberal.

Agora, gostaria de comparar a entrevista de 18 de setembro, com a recente, concedida ao jornal Liberal. O autarca na primeira entrevista disse que a ilha nos proximos meses tera uma central unica, passando toda a ilha a ter electricidade 24 horas por dia. Bom, na entrevista recente, pelo o meu desalento, primeiro porque a noticia ja é ma, segundo, por constatar, muita constradicao e pouca transpararencia nas palavras do nosso edil. Nessa entrevista, a recente, o edil nao faz uma abordajem convincente, deixando transparecer que a camara nao podera fazer nada, sendo a electra é que tem de trazer mais geradores a ilha. Ora, geradores?! Ficaremos no dilema da espera. Mas o problema da electricidade e muito mais abrangente. OK, a questao do abastecimento da agua na ilha, segundo o edil, ja esta solucionada. Mas o abastecimento da agua esta directamente relacionada com a electicidade, se nao fosse o processo de dessalinizacao feita atraves da electricidade. Entao, se houver um corte energetico na ilha durante dias, o abastecimento de agua com certeza sera afectada, pois os geradores pertencentes a empressa abastecedora de agua, nao serao suficientes para a demanda.

Creio, piamente, que a Camara podera fazer sim, num quadro de parcerias, quer com o governo quer com municipios estrangeiros, e investidores, alguma coisa, ou mesmo muita coisa – O investimento nos recursos renovaveis.

A questao do aproveitamento das energias renovaveis tem sido muito abordada atualmente em Cabo verde, principalmente pelos constrangimentos, que o sector da electrecidade podera representar no medio prazo ao desenvolvimento economico. Cabo verde, em geral, e a nossa ilha, em particular, tem potencialidades para a utilizacao desses recursos para obtencao de energia durante todo o ano. Sol e vento e o que nao falta na nossa ilha, minha gente. No entanto é um projecto, de longo prazo, que deve ser estudada e muito bem implementada.

E curiosamente, hoje a asemana online, no seu site official, adianta que uma equipa das canarias, tem em agenda uma visita a Cabo Verde, entre os quais inclui a nossa ilha . A visita tem como principal objectivo conhecer as potencialidades da ilha, para o investimento nos recursos energeticos renovaveis, e outros. Nao sei se é coecidencia do destino, ou alguma coisa "superior", mas é curiosamente e vindo das ilhas das canarias, a qual o nosso poder local tem uma relacao de se louvar, esses tecnicos. E tambem curiosamente, numa altura em que a electricidade volta a ordem do dia na nossa ilha.

Espero que o nosso edil seja capaz de aproveitar as oportunidades oferecidas pelo "destino", alguma coisa me diz que deveriamos as aproveitar, para dar o inicio da era dos recursos renovaveis na ilha do maio e resolver os problemas da electricidade que hoje nos afecta, comecando com a proposta do protocolo de cooperacao para a formacao de jovens maenses nas areas relacionadas com os recursos renovaveis.

Por ultimo, gostaria de pedir aos meus "patricios" quer de opiniao quer no real sentido da palavra, que continuassemos essa envestida ao nosso djarmai, pois tenho a certeza que frutos da nossa pequena e cada vez mais ramificada arvore, brevemente virao.



Um abraco a todos

Sempre Djarmai

Carlos Correia Gomes

China

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Os intervenientes Versus O futuro da ilha


Antes de comecar, gostaria de felicitar o nucleo criador e divulgador desse espaco. E uma iniciativa de se louvar, que so tera sucessos, no meu ponto de vista, se este for realmente um espaco aberto da troca de experiencias conhecimentos, informacoes e opinioes, colocando assim, imparcialmente as cores politicas de lado, defendendo,sim, o nosso djarmai.

A Sociedade de Desenvolvimento Turístico (SDT) das ilhas da Boavista e Maio, foi criada com o objectivo principal de preparar, as respectivas ilhas, para um turismo pujante que se avisinha. Criar condicoes para a proteccao dos recursos naturais, ambientais, patrimoniais, históricos e culturais, sao funcoes que cabem a sociedade que tem como a palavra de honra a "sustentabilidade". Quere-se um desenvolvimento turistico sustentavel e abranjente, nao focando somente no turismo de sol e mar, evitando, assim, erros directos, cometidos na experiencia salense. A criacao de infra-estruturas basicas nas duas ilhas, como aeroportos, hospitais, estradas, sao requisitos para o um turismo que nos proximos 15 a 20 anos sera extremamente importante para o futuro da economia de Cabo Verde.

Nisso tudo, e sendo um bocadinho "individualista", preve-se num horizonte económico de 15 anos, a criação de 15.500 (4.300 empregos directos e 11.200 indirectos), pontos de trabalho no Maio. Confesso que esses numeros, atraentes numeros, tiram de mim um sorriso, que me faz acreditar que o futuro de djarmai ira mudar e que os meus filhos nao vao calhar a sorte de viver numa ilha aonde as coisas em vez de melhorar piorem cada dia que passa.

No seu quadro de accao a Sociedade de Desenvolvimento Turístico (SDT) das ilhas da Boavista e Maio, trabalhara com o poder local na definicao de pririoridades, e concecao de parcerias. Nesse ponto e pegando, no caso da nosso Djarmai, qual e o quadro do relacionamento entre as duas instituicoes com vista o comprimento das funcoes pre-estabelecidas?

Houve casos de desentendimento entre as partes, como o caso dos terrenos vendidos, que deixou a intender que as coisas, na verdade, nao estavam tao bonitas e bem desenhadas como se pensava.

Nao e segredo, para nenhum maense que esse "relacionamento" e o principal causador dos problemas de "esquecimento" que tem afectado a ilha nos ultimos anos. A camara, nao chega ao governo para pedir "esmola" e o governo, nao chega para a oferecer. Ora nesta luta de gato e rato, a camara atribui a culpa ao governo, enquanto o governo diz o contrario, bom nisso tudo,quem sofre e a populacao, que tambem nao exige o que lhe e legitivo. Longe desse desagradavel cenario, e creio que deveriamos evitar procurar culpados, acredito que agora, com o lancamento da primeira pedra do "Salinas Beach Resort" a consciencia dos intervenientes ira mudar, para o bem de futuras geracoes da ilha do Maio, em particular, e de Cabo Verde em geral.

A ilha do Maio merece e merecia um presente e um futuro diferente. Deve-se e deveria-se ter uma visao muito mais ambiciosa e ampla da ilha, para se poder atinjir patamares de se tirar o chapeu. Problemas da ilha deverao ser corrigidas na base, e criar solucoes realisticas e pouco dependentes. Deveremos, agora comecar a agir como gentes grandes, e fazer do desenvolvimento da ilha um ganho muito mais abranjente, alcancando esferas como a informacao, e o conhecimento. A ilha do Maio nos proximos dez anos tera quadros em todos os niveis, que poderao contribuir para que esse desenvolvimento seja realmente sustentavel, isso se a ilha criar condicoes minimas para a sua permanencia e desenvolvimento das suas actividades, enfim que seja sustentavel.

Pelo facto de o meu teclado ser "chines", peco desculpas pelos erros ortograficos cometidos.


Uma abraco a todos

Forca Djarmai

Carlos Correia Gomes

China